Tive a sorte de encontrar um livro técnico importado no Estante Virtual por 15% do preço que pagaria se comprasse na Amazon. Sugiro aos que não se importam em comprar livros usados fazer uma pesquisa por lá, mesmo que o livro procurado seja difícil de ser encontrado no Brasil (o que comprei, por exemplo, não está disponível em nenhuma loja que anuncie no Buscapé).
A idéia do Estante Virtual é excelente, tanto para os consumidores que não precisam visitar dezenas de sites de sebo para encontrar (ou não) um livro, quanto para os livreiros que podem alcançar um público muito maior. Até onde eu sei é o único site do tipo no Brasil (se você conhecer outro, por favor informe nos comentários).
Falando um pouco do site em si, ele segue o modelo básico de loja virtual, onde o visitante pesquisa pelo produto, verifica os detalhes, adiciona na cesta e fecha o pedido. O contato entre comprador e livreiro é feito por email depois disso. Um recurso interessante é a possibilidade de avaliar um vendedor após a compra, como é feito no MercadoLivre. Precisei entrar em contato com eles e o atendimento também foi bem rápido e eficiente (quem costuma comprar online sabe que isso não é tão comum). Algumas pequenas coisas que eu acredito que poderiam ser melhoradas:
- Diferenciar os links do texto comum. Atualmente é tudo preto, sem sublinhado. Onde eu clico?
- Evitar o uso de popups onde é desnecessário: é incômodo para o usuário (principalmente para os que usam bloqueadores de popup) e, da maneira como está implementado, impossibilita que robôs de busca enxerguem grande parte do conteúdo. Um exemplo: o site diz que tem mais de um milhão de livros no banco de dados, mas o Google conhece menos de 50.000 páginas do site, porque as páginas com detalhes dos livros abrem em popup.
- Os termos de busca devem ter no mínimo 4 caracteres. Se eu quiser ver todos os livros sobre PHP disponíveis, não consigo. Aliás, buscar livros sobre C, C++, C# e semelhantes é sempre uma tortura na maioria dos sites.
Atualização em 2007-09-25: o Estante Virtual agora tem um blog!
No fórum oficial do programa MercadoSócios (PMS) são freqüentes os tópicos de usuários que tiveram algum problema com o MercadoLivre, deixaram de receber algum valor e não conseguem entrar em contato com a empresa para saber como resolver o problema.
Na área de ajuda do site é possível entrar em contato com o suporte, mas as mensagens revoltadas nos fóruns mostram que nem sempre os usuários conseguem uma resposta (muito menos em 24 horas, conforme diz o site após o envio do formulário). Já virou prática comum, inclusive, solicitar suporte diretamente no fórum, tornando o problema público e fazendo com que algum funcionário tenha que responder para não manchar ainda mais a imagem da empresa.
Apesar de discordar da maneira com que algumas pessoas fazem reclamações (postando mensagens onde não devem, fazendo acusações infundadas e até mesmo ofendendo alguns funcionários diretamente), obviamente todos os usuários devem ter suas dúvidas esclarecidas e problemas resolvidos. Infelizmente o MercadoLivre, assim como a maioria das empresas no Brasil, tem um suporte aos usuários muito ruim, com uma comunicação difícil (com relação ao tempo de resposta e até mesmo a existência de resposta) e que na maioria das vezes deixa o usuário sem saber o que fazer.
Um exemplo do mau atendimento aconteceu comigo na última semana.
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Duas coisas que eu odeio:
1) ser obrigado a me cadastrar em sites para poder acessar serviços simples, como ler uma notícia ou fazer um download.
2) não poder excluir completamente o meu cadastro na hora que eu bem entender.
Solução para o problema 1: bugmenot ou uso de dados falsos (viva o mailinator).
Solução para o problema 2: atualizar o cadastro com dados falsos e, na impossibilidade de alterar o email, criar um filtro marcando todas as mensagens recebidas daquele site como spam.
TinyURL é um site que oferece o serviço de encurtamento de URLs. Na página principal do site, eles dão como exemplo o endereço:
http://www.mapquest.com/maps/map.adp?ovi=1&mqmap.x=300&mqmap.
y=75&mapdata=%252bKZmeiIh6N%252bIgpXRP3bylMaN0O4z8OOUkZWY
7NRH6ldDN96YFTIUmSH3Q6OzE5XVqcuc5zb%252fY5wy1MZwTnT2pu%2
52bNMjOjsHjvNlygTRMzqazPStrN%252f1YzA0oWEWLwkHdhVHeG9sG6cMrf
XNJKHY6fML4o6Nb0SeQm75ET9jAjKelrmqBCNta%252bsKC9n8jslz%252fo1
88N4g3BvAJYuzx8J8r%252f1fPFWkPYg%252bT9Su5KoQ9YpNSj%252bmo
0h0aEK%252bofj3f6vCP
que poderá ser substituído por algo como:
http://tinyurl.com/6
Bem melhor, não? Eu não acho.
Existem dois problemas com esse tipo de serviço. Primeiro, você nunca sabe qual é o endereço real do link. Somente após visitar a página é que você vai descobrir se o conteúdo corresponde com a descrição do link, se é uma página que você já acessou ou uma página que você simplesmente não queria acessar.
O segundo problema é que, se o TinyURL tiver algum problema técnico, adeus link. Nesse exato momento, por exemplo, estou tentando acessar um link que vi em um blog e que usa o serviço Peqno (clone brasileiro do TinyURL), mas não consigo porque o Peqno está fora do ar.
Obviamente não há nada de errado em encurtar uma URL para mandar para um amigo via email ou IM, mas para publicar um link na web não me parece uma boa solução. Nesses casos, mesmo que a URL original seja muito grande, ela acaba sendo mais “amigável” do que a encurtada.